Lut0: Mãe M0rre No Casamento da Própria Filha Após Descob…ver mais

Em um dia que deveria ser gravado na memória apenas pela alegria, uma família de Ivaiporã, no norte do Paraná, viveu um momento de profunda comoção e dualidade entre a celebração da vida e a dor de uma perda irreparável. Marli Rosa Castro Conde, 69 anos, faleceu após sofrer um infarto fulminante durante a festa de casamento de sua filha, Bianca Conde.

O episódio trágico ocorreu após a conclusão da cerimônia religiosa, no momento em que os convidados se reuniam para celebrar a união do novo casal. Testemunhas relataram que Dona Marli, que moments antes compartilhava da felicidade coletiva, passou mal subitamente. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado imediatamente e a equipe de socorristas fez todos os esforços para estabilizá-la no local. No entanto, a gravidade do infarto foi fulminante, e ela não resistiu, deixando um vácuo imenso no coração de todos os presentes.

A notícia transformou instantaneamente a atmosfera de euforia em um cenário de choque e incredulidade. O que era para ser a festa mais feliz da vida de Bianca tornou-se um dia marcado pela mais difícil das despedidas. A celebração do amor eterno do novo casal foi ofuscada pela partida súbita da matriarca, criando um contraste doloroso que ecoará por gerações.

Quem era Marli, a mulher cuja ausência foi sentida de forma tão abrupta e intensa? Através das palavras de sua nora, Lucimar Ribeiro, surge o retrato de uma pessoa excepcional, muito além de um simples nome em uma notícia trágica. Ela era a coluna moral da família, o porto seguro sempre disponível. “Era alguém que sabia ouvir, sabia aconselhar, sabia dar aquele abraço na hora certa”, descreveu Lucimar, com a voz carregada de saudade.

Sua personalidade era um raro equilíbrio entre força e ternura. Possuía “um olhar firme e um coração doce”, qualidades que a tornavam uma conselheira respeitada e uma amiga leal. Marli não oferecia apenas ouvidos, mas oferecia seu coração. Sua sabedoria era prática, temperada pela experiência, e sua palavra amiga tinha o poder de confortar e guiar. Ela era, em essência, o aliciente que mantinha a família unida e emocionalmente saudável.

O legado que Marli deixa é imaterial, porém eterno. São os ensinamentos que ecoarão nas decisões de seus entes queridos, as histórias que serão contadas e recontadas para manter viva sua memória, e as risadas que, apesar da dor, um dia trarão conforto ao serem lembradas. Acima de tudo, ela deixa um amor incondicional que, como bem destacou sua nora, “ultrapassa o tempo”. Um amor que, iniciado naquele dia de festa, agora se transforma em uma eterna e dolorosa saudade, mas também na lembrança perene de uma pessoa verdadeiramente maravilhosa.

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